quinta-feira, 7 de julho de 2016

Informação é palavra chave para o avanço no 33º Conrep


Primeiro dia do conselho em Luziânia é marcado por planejamento de greve geral e unificação

A análise de conjuntura foi o tópico escolhido para a abertura dos trabalhos do 33º Conselho de Representantes da FENTECT (Conrep), em Luziânia (GO). Mas teve, ainda, aprovação do regimento interno do evento, com exercício da democracia - o voto. Representantes de vários movimentos debateram o tema durante esta quinta-feira (7). Entre as pautas, recusar os ataques realizados contra a classe trabalhadora foi o principal consenso alcançado pelos ecetistas e a solução para essa resistência pode estar na greve geral não apenas nos trabalhadores dos Correios, mas de toda categoria de servidores públicos e de estatais do Brasil.

Para avaliar o cenário, perceber a situação internacional do trabalhador foi primordial. “Entendemos que quando a gente avalia a conjuntura, temos que pensar o que acontece fora do País”, explicou o representante do Sindicato Vale do Paraíba, Marcílio, em seu discurso. O cenário de países como Ucrânia, França, Portugal e México foram apresentados para explicar as afrontas contra às classes trabalhadoras atualmente e trazer à realidade do Brasil.

Política x unificação

Independente de opções políticas, ideológicas e partidárias, o propósito da unificação falou mais alto nesta quinta-feira. “Precisamos reagir, tomar as ruas, organizar uma grande campanha salarial, discutir nossas diferenças para todos saírem daqui unidos em prol da classe trabalhadora”, enfatizou Joel Arcanjo, secretário de Assuntos Jurídicos da FENTECT.

Para a secretária de Imprensa da federação, Suzy Cristiny da Costa, o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, por exemplo, foi além de um golpe à representante brasileira, "mas um ataque aos direitos dos trabalhadores".

A privatização presumida nesse governo interino - a princípio, com o anúncio da abertura do capital da ECT -  ainda não foi consolidada, porém, os profissionais já sentem alguns impactos, como a sobrecarga de trabalho e a redução das despesas de saúde e pessoal. “Não vamos deixar os Correios serem privatizados. Nós vamos conseguir construir uma grande greve e barrar a privatização”, projetou o secretário-geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva.

Entrega pela manhã já!

Há anos os trabalhadores fazem campanha para que as entregas nos Correios sejam realizadas apenas no período da manhã. Segundo a presidente do SINTECT-DF, Amanda Corsino, pelo acordo coletivo, até o final deste ano, a empresa terá que universalizar a entrega matutina. “Ela se coloca como uma barreira que reduz a exploração da empresa sobre a gente”, ressaltou. Ela ainda encorajou os profissionais a cobrarem mais pelo cumprimento da ação, já vitoriosa no Distrito Federal, onde apenas dois locais ainda não conseguiram a implementação.

Crise para quem?

Os Correios têm justificado ações de contenções de gastos com a premissa de que a empresa está com déficit. Entretanto, o estudo "Déficit, Provisionamento e o Processo de Reestruturação na ECT”, da H&J Consultores Independentes - autorizado pela FENTECT -questiona esse rombo financeiro da ECT. O estudo destaca a crença de que a ECT contava com a reserva técnica de R$ 6 bilhões, em 2012, quando, três anos depois, foi descoberto um número bem inferior, de R$ 1 bilhão.

O consultor Hálisson Tenório apresentou o material no congresso e provou que não há consenso sobre os problemas  anunciados pela empresa, mas há, sim, despesas excessivas. A reestruturação penaliza apenas os trabalhadores da base,  com a retirada de direitos dos empregados e a privatização dos serviços.

Entre os gastos abusivos da empresa, está o de patrocínio a confederações e eventos. Mais de 45 milhões de reais foram gastos. “É uma torneira aberta incontrolável deixando o nosso dinheiro ir para o ralo”, elucidou o consultor. O estudo encontra-se na íntegra no site da FENTECT.

Na programação

Na parte da tarde do conselho, houve a participação maciça dos representantes eleitos nas assembleias dos sindicatos, para dar voz ao grito contra a privatização, cada um com experiências das suas regiões. Amanhã, está programa apresentação da assessoria jurídica da FENTECT sobre todas as ações ajuizadas pela federação, ainda, do DIEESE. O órgão vai subsidiar o debate para a campanha salarial, com análise de todas as campanhas salariais do primeiro semestre de 2016.

Fonte: Fentect

Vejam a nossa apresentação no 33° CONREP

terça-feira, 5 de julho de 2016

Estratégias da ECT que visam à privatização da empresa são rebatidas pela consultoria

A FENTECT apresentou, mais uma vez, estudo da H&J Consultores Independentes, com destaques à má administração da ECT, o descontrole desenfreado dos gastos e indícios de provisionamento de recursos de bilhões de reais. Somados à ausência de concursos públicos e à continuidade dos programas de desligamentos da empresa, como o PDIA, sem reposição dos desligados, essas dificuldades acarretam ainda mais problemas que afetam os Correios e toda a categoria ecetista.

Entre os pontos de destaque no estudo estão o “Fator 83”, que observa dados do IBGE. O órgão trabalha com a mortalidade brasileira em 75,2 anos, enquanto a ECT projetou a mortalidade dos trabalhadores em 83 anos. Com isso, eleva os custos com a conta pós-emprego.

Levantou, também, a dúvida quanto aos R$ 6 bilhões provisionados em 2012, tendo em vista que a empresa não esclareceu, ainda hoje, a destinação do montante. Não há registro contábil da saída desse recurso, portanto, aumenta os indícios de provisionamento na conta do pós-emprego.

Enquanto a ECT anuncia déficit de R$ 1,3 bilhões, funcionários participam de eventos fora do País, o que demonstra que a saúde financeira da empresa não anda tão ruim quanto tem sido divulgada. Além disso, os Correios dão continuidade ao projeto de modernização da ECT, com a compra de maquinários de última geração para diversos complexos operacionais, entre eles, ABC Paulista (SP) e Benfica (RJ).

O estudo ainda ressalta a investigação da ECT e mais três estatais, pela Controladoria Geral da União (CGU), devido à fragilidade ao impedir as fraudes nas instituições.

Cada vez mais, os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios se dão conta, com o estudo realizado pela H&J, que há 18 anos têm produzido inúmeras riquezas à ECT e para a sociedade brasileira. No entanto, a diretoria dos Correios promove gastos altíssimos com patrocínios, contratações diretas e criações de funções com salários acima de R$ 10 mil, entre outras situações desastrosas.

“Entendemos que há uma grande operação de desmonte da ECT, que visa à privatização e não ausência ou fuga de receita, como a administração dos Correios tem alegado”, ressalta o secretário de anistia da FENTECT e um dos responsáveis por apresentar o estudo aos ecetistas, Hálisson Tenório.

Fonte: Sintect/PI

quinta-feira, 30 de junho de 2016

05:30:00 0

Dinheiro em caixa dos Correios some e empresa recorre aos grandes bancos


ECT pede R$ 6 bilhões ao Tesouro Nacional e R$ 750 milhões ao Banco do Brasil para honrar com compromissos

O estudo da H&J Consultores Independentes, realizado em parceria com a FENTECT e apresentado pelo consultor Hálisson Tenório – repercutido no âmbito da empresa e da mídia -, já informava: “a ECT, em 2012, contava com a reserva técnica de R$ 6 bilhões. Três anos depois, porém, foi descoberto um número inferior, de apenas R$ 1 bilhão.” Para piorar a situação, de acordo com Hálisson, os dados não constam no balanço da empresa. Por isso, ele afirma que, para a categoria, é clara a manobra contábil para indicar que os Correios também estão em crise.

Agora, com o argumento do déficit, a empresa recorre aos grandes bancos e a empréstimos. O novo presidente da ECT, Guilherme Campos, vai ao Tesouro Nacional buscar justamente esse valor da reserva de quatro anos atrás, os R$ 6 bilhões, para injetar nos Correios. Segundo ele – ao Estadão – “o valor foi calculado com base no montante que a companhia repassou à sua controladora, a União, nos últimos anos, além do mínimo exigido.” O representante da empresa confirma que o dinheiro retirado, independente de quem o fez, foi “além da capacidade de sobrevivência da empresa.”

Quanto aos salários dos cerca de 120 mil empregados, nos últimos meses ameaçados de não serem pagos, a empresa deve recorrer a empréstimo no segundo semestre para “honrar os compromissos”, bem como com encomendas de fornecedores. O Banco do Brasil será o alvo do pedido de R$ 750 milhões, já aprovado pela diretoria executiva e pelo conselho de administração da ECT. Porém, o financiamento precisa da autorização do Ministério das Comunicações e Planejamento. Guilherme Campos destacou à imprensa que “está no meio de um incêndio”.

De acordo com o jornal Valor Econômico, essa alternativa é vista como uma das únicas possíveis para evitar o esvaziamento absoluto do caixa. Além disso, o empréstimo será pago em cinco anos – já a operação deverá ter 12 meses de carência. “Durante esse período, os Correios vão desembolsar apenas as despesas com juros. O pagamento do saldo começa no 13º mês. A operação será garantida por recebíveis da estatal, que já usa uma conta no BB para receber pelos serviços postais prestados a cerca de 100 mil clientes em todo o país”, ressalta a matéria.


terça-feira, 21 de junho de 2016

22:06:00 0

Estudo sobre o Déficit, Provisionamento e o Processo de Reestruturação na ECT ganha espaço na mídia

Para informar a população, a federação e os sindicatos contam com o auxílio da imprensa na divulgação da real situação da ECT

O estudo apresentado pela H&J Consultores Independentes, que justifica as controvérsias sobre a real situação econômica da ECT, parece surtir efeito nas últimas semanas. De acordo com informações da Folha PE, as tarifas postais serão elevadas em 10,7% para serviços nacionais e internacionais, como resultado de reajustes para minimizar os efeitos negativos das contas da empresa. E o erro dos Correios, como indica a consultoria, está nos gastos exorbitantes com patrocínios – entre R$ 1 milhão a R$ 300 milhões – para projetos e contratações diretas de empresas, sem licitação, para consultorias, entre outros.

Em entrevista, Hálisson Tenório, que é parte da diretoria da FENTECT e consultor, “a empresa que alega estar deficitária não tem necessidade gastar com tudo isso.” O estudo, agora também anunciado na mídia, destaca a crença de que a ECT contava com a reserva técnica de R$ 6 bilhões, em 2012, quando, três anos depois, foi descoberto um número bem inferior, de R$ 1 bilhão. “Isso não cosnta no balanço e, por isso, acreditamos se tratar de manobra contábil para dizer que a empresa está mal das pernas”, disse ao veículo.

O prejuízo anunciado pela ECT indica um déficit de R$ 2,1 bilhões no ano passado e prejuízos de até R$ 700 milhões, ainda conforme a Folha PE. Sindicatos e a federação não têm dúvidas de que os problemas da má gestão e de receita da empresa estão sucateando a estatal, agravados pela falta de concursos públicos - a quantidade de trabalhadores é defasada na empresa e não supre as expectativas da categoria e da população.

A consultoria, em parceria com a FENTECT, realizou o estudo com base nas atas do Conselho Fiscal, Conselho Administrativo, da diretoria executiva e da assembleia geral dos acionistas. Fica o questionamento, no entanto, dos trabalhadores sobre os argumentos da empresa. Para a categoria, tratam-se de estratégias para privatizar ou abrir o capital dos Correios, para venda de ações, conforme anunciado pelo governo interino de Michel Temer.


Fonte: Folha PE

terça-feira, 14 de junho de 2016

Deputados apoiam os trabalhadores dos Correios, em audiência na Câmara


Novo presidente da ECT e o ministro das Comunicações não compareceram ao debate desta terça-feira (14). De acordo com decisão na comissão, ainda poderão ser convocados, até a próxima semana.

A discussão há um ano atrás era sobre investimentos e melhorias na ECT. De repente, a mesma abre espaços para partidos e diz que não haverá salário no mês de setembro. Em contrapartida, a demanda de serviços cresce, mas a qualidade é precarizada, não por culpa dos trabalhadores”, relembrou o secretário-geral da FENTECT, José Rivaldo, durante a audiência pública na Câmara dos Deputados. Na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia, da casa, parlamentares e representantes dos ecetistas se reuniram para debater a reestruturação da ECT.

Porém, entre os participantes, faltaram as peças-chaves para a discussão do tema, o novo presidente dos Correios, Guilherme Campos Júnior, e o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, Gilberto Kassab. O que, de acordo com a deputada federal, professora Marcivânia (PCdoB-AP), “trata-se de uma falta de respeito com os trabalhadores”. Ela ainda destacou que não é a reestruturação da ECT que vai equilibrar as contas da empresa, além disso, falta a real comprovação de que esse processo trará soluções para os Correios.

Do alto de seus ternos e gravatas bem engomadas, do lado da empresa, os representantes enfatizavam a necessidade da adequação dos Correios à realidade mundial de privatização. Enquanto isso, mais uma vez, o estudo da H&J Consultores Independentes, realizado em parceria com a FENTECT – representada por Hálisson Tenório – atesta que, entre 2014 e 2015, houve redução de pessoal, porém, com aumento de mais de 10% da riqueza geral da ECT. “Na nossa ótica, o deficit não existe”, enfatizou o consultor.

O debate, solicitado devido às condições de fechamento da diretoria regional do Amapá – que passa, então, a ficar a cargo da gestão da DR do Pará -, tomou, ainda, outros rumos e rememorou as demais lutas da categoria ecetista, como a falta de segurança nas agências e de qualidade de vida para os próprios trabalhadores. “Aproveita-se do governo interino para justificar a privatização dos Correios. Enquanto isso, temos ação do Ministério Público validando novos concursos, que a empresa insiste em não promover, mas continua focada na mão de obra terceirizada. Também, a não implantação da entrega pela manhã, péssimas condições de trabalho, com funcionários indo a óbito, inclusive, entre outras demandas urgentes”, esclareceu o secretário-geral da federação.

“É na ponta que o cidadão fica em casa esperando o carteiro chegar. No plano de reestruturação para ser aplicado em 2015, já se falava em eliminar endereços e reduzir a burocracia, liberando as regionais. Vai liberar para ser cabide de emprego de qualquer partido. Há duas áreas que alegam mais rentáveis, encomendas e logística, no entanto, serão as primeiras a serem privatizadas”, afirmou o deputado Raimundo Angelim (PT-AC). O parlamentar ainda ressaltou que “não justifica atravessar a atual situação e patrocinar as Olimpíadas”.

Deliberações

Ficou acordado que até amanhã, quarta-feira (15), será feito o convite aos ausentes da audiência, como o presidente dos Correios e o ministro das Comunicações, para que compareçam e ouçam os trabalhadores. Caso não haja sinalização de um possível encontro, será providenciado um requerimento com a convocação de ambos, até a próxima quarta-feira (22).

Para fechar a audiência, a deputada federal Janete Capiberibe (PSB-AP) elencou os questionamentos que deverão ser enviados à empresa, para breves respostas. “Sobre a manutenção da estatal superavitária, bem como dos patrocínios; centralização do poder em Brasília; condições de trabalho ruins e perigosas; como manter os Correios 100% público, estatal, eficiente, lucrativo e garantidor de direitos; como impedir o risco da privatização; gasto com pessoal, em 2015, de 75%; como resolver a questão das agências que serão fechadas, entre outras, precisamos que sejam levadas à ECT”, reforçou.

A deputada disse que a principal preocupação, no momento, é com a abertura de capital e sugeriu que a Câmara possa participar na mediação do processo, com os técnicos da casa, para sugerir alternativas e soluções para os Correios.

De acordo com o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP), “uma empresa que não consegue reabrir uma agência no interior do Pará, explodida por assaltantes, nos envergonhar, mas orgulhar. Recursos estratégicos não rimam com lucro”.não tem recursos para o Rock in Rio, por exemplo. Não será inviabilizada se deixar de patrocinar”. Já o deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) alertou que “estatais não devem

“Este ano, vamos garantir o debate com parlamentares interessados. Não vamos aceitar a retirada de benefícios e direitos dos trabalhadores. É preciso discutir a cadeia produtiva com o movimento sindical. Em menos de um ano estamos com o terceiro presidente na ECT, e cada um com sua filosofia, mas é preciso lutar para manter os Correios como agente social, com monopólio postal no Brasil”, finalizou o secretário-geral da FENTECT, José Rivaldo.

Fonte: Fentect

Vejam a nossa apresentação aos Deputados.